O medo do escuro (Parte I – Introdução)

quadro medo o gritoHá mil maneiras de se entender o medo do escuro. De início iremos contemplar o termo em si mesmo e analisar cada elemento que o compõe para, em seguida, avançarmos no campo psicológico e oferecermos luz para um tema coberto pela escuridão. Sendo assim, vamos iniciar nosso texto levando em consideração que estamos diante de um composto: medo + escuro. Trata-se, portanto, de um medo específico, reconhecido em algumas ciências enquanto fobia. A fobia é um medo com objeto específico, nesse caso, o escuro.

Tal fobia é um medo qualificado, que surge apenas na presença de seu objeto, acometendo o corpo de angústia, desamparo e tristeza. Ou seja, o medo é um afeto e não um atributo permanente e, para inquietar a inércia do corpo e gerar certas modificações fisiológicas, necessita de algumas condições. No entanto, independente da condição específica (o objeto da fobia), o medo geralmente se apresenta de modo muito parecido em diferentes indivíduos.

Na expressão do medo a tendência mais comum é a de evitar o objeto temido e, em sua ausência, levar uma vida sem grandes medos e paralisações. A combinação “medo + escuro” deixa claro que o medo não toma nem o corpo e nem o dia por completo, mas apenas em situações em que o objeto foge ao controle do sujeito e se aproxima ao ponto de tocá-lo. Nesse caso, quando a escuridão o cerca e o encobre como um todo – e isso pode ser evitado facilmente com um foco de iluminação qualquer – o afeto dá o ar de sua graça. A lâmpada apagada acende o medo. Vale ressaltar que a fobia, no entanto, é um medo controlável, e talvez essa seja uma vantagem sobre outros acometimentos como no caso de uma angústia sem causa conhecida ou específica.

O escuro entenderemos a partir de seu conceito mais comum: a ausência de luz. E, em nosso caso, geralmente o escuro surge nos preparativos para uma noite de sono e descanso, tornando-se um misto de escuridão e sombras quando os olhos se adequam ao escuro e podem enxergar melhor o ambiente, assim como as possíveis fontes de luminosidade externas (como o reflexo da lua, os faróis de carros, iluminações vindas da rua, etc.) que geram sombras e formas transitórias. Ao fechar o olho a presença do escuro se completa, criando ambiente para o corpo dormir… ou o medo surgir.

No próximo texto iremos direto ao assunto do medo do escuro. Mas, dessa vez, vamos ter um convidado especial para nosso tema: as crianças.

Medo de escuro na infância será um texto sobre o que há de íntimo em nós mesmos, onde avançaremos e lançaremos luz no campo psicológico do tema…

 …sem medo!

fear medo escuro

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